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João Teodoro Descourtilz
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Pouco
se sabe sobre este ilustre naturalista francês, que residiu no
sudeste brasileiro de 1851 até 1855. Os seus trabalhos centraram-se
principalmente nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Pode-se dizer que João Teodoro Descourtilz foi uma espécie de
pioneiro das observações naturalistas no Brasil. A maioria dos
naturalistas-viajantes que por aqui passaram no século XIX, pouco
acrescentou ao conhecimento dos hábitos e hábitats das aves brasileiras,
anotando, nos rótulos dos seus exemplares, apenas dados como data
e sexo e, às vezes, a procedência exata do material. Os diários
de campo, quando divulgados, também não acrescentariam muita coisa
ao parco conhecimento da avifauna brasileira.
Neste ambiente de pouco conhecimento sobre
os hábitos e hábitats das aves brasileiras, Descourtilz destaca-se
como um observador cuidadoso e preocupado com a qualidade das
suas anotações. Desde 1851, quando começam as suas observações
no sudeste brasileiro, podemos notar a sua acuidade e senso crítico,que
culminaram com a publicação da sua obra "Ornithologie Brésilienne
ou Histoire des oiseaus du Brésil remarquables par leur plumage,
leur chant ou leurs habitudes", publicada pela primeira vez, em
português, em 1944.
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Extraído do Livro:
História Natural das Aves do Brasil
João Teodoro Descourtilz
Editora Itatiaia Ltda - 1983
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O seu texto, muitas vezes poético e floreado,
como bem servia ao costume da época, era acompanhado por belíssimas pranchas
coloridas das espécies descritas. A maioria das 164 espécies descritas
era constituída por aves comuns ou que poderiam ser mantidas em cativeiro.
Destaca-se, contudo, as observações sobre pássaros insetívoros, pequenos
ou de difícil observação. Retratou e descreveu algumas espécies que são
muito raras até hoje, e as anotações de Descourtilz ainda são a maior
fonte de informações sobre Calyptura cristata, o raríssimo cotingídeo
do sudeste brasileiro. Suas anotações, embora breves, forneciam rápidas
notas sobre a reprodução, os hábitos e a alimentação das espécies retratadas.
Em Agosto de 1854 foi contratado como naturalista
viajante do Museu Nacional do Rio de Janeiro, falecendo em Janeiro de
1855, no litoral do Espírito Santo.
Agradecimentos:
Agradecemos
ao Luís Fábio Silveira, Mestre em Zoologia pela USP, pelo texto
sobre o naturalista João Teodoro Descourtilz.
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